A Reforma Tributária que entra em vigor a partir de 2026 deve alterar profundamente a rotina fiscal dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar — especialmente bares e restaurantes em São Paulo, onde o volume de consumidores, fornecedores e obrigações fiscais já traz desafios diários.
Para ajudar gestores e empreendedores a se prepararem, este guia apresenta uma análise atualizada sobre os impactos, as mudanças previstas e como a reforma tributária para restaurantes em 2026 pode influenciar custos, preços, operação e planejamento tributário.
O que muda com a Reforma Tributária de 2026
A substituição do modelo atual por dois impostos — CBS (federal) e IBS (estadual e municipal) — altera completamente a dinâmica de apuração, incidência e créditos.
Para o setor de bares e restaurantes, isso representa uma transição sensível, já que a margem do segmento costuma ser apertada e sensível a variações tributárias.
Fim da guerra fiscal e padronização das alíquotas
Com o IBS, São Paulo deixará de definir regimes próprios com benefícios específicos para o setor.
Isso reduz brechas de diferenciação entre estados, mas também pode elevar alíquotas para empresas que hoje pagam menos no Simples Nacional ou no regime cumulativo.
Créditos mais amplos
Uma das mudanças mais relevantes da reforma tributária para restaurantes em 2026 é a possibilidade de crédito amplo em praticamente todas as compras — inclusive energia, aluguel, insumos, bebidas e serviços.
Esse mecanismo pode aliviar parte da carga final, desde que o restaurante tenha gestão fiscal organizada e notas fiscais de todos os fornecedores.
Incidência no destino e não mais na origem
Em São Paulo, onde há grande fluxo turístico e empresarial, isso significa que a arrecadação será destinada ao local do consumo.
Não muda diretamente o valor pago pelo restaurante, mas altera o fluxo de repasses governamentais e a lógica de fiscalização.
Impactos diretos para bares e restaurantes em São Paulo
Possível aumento da carga tributária para parte do setor
A unificação de tributos traz uma alíquota padrão. Embora haja promessa de manter a carga global estável, setores intensivos em mão de obra — como alimentação — podem ser impactados pela perda de regimes especiais.
Restaurantes de médio e grande porte tendem a sentir mais a variação, enquanto pequenos estabelecimentos no Simples podem permanecer relativamente estáveis, dependendo de faturamento e enquadramento.
Necessidade de modernização fiscal e tecnológica
Com CBS/IBS exigindo leitura em tempo real, rastreabilidade e destaque claro em notas fiscais, será obrigatório:
- Atualizar sistemas de frente de caixa (PDV)
- Adequar ERP ou software financeiro
- Revisar cadastros fiscais de produtos e fornecedores
- Reorganizar processos internos para aproveitamento de créditos
Essa é uma mudança fundamental dentro da reforma tributária para restaurantes em 2026.
Reclassificação de produtos e ingredientes
A reforma traz uma nova cesta de alíquotas reduzidas, diferenciadas e regimes específicos. Isso impacta diretamente itens como:
- Carnes
- Laticínios
- Bebidas alcoólicas
- Itens processados
- Produtos importados
A classificação correta será determinante para evitar multas e para garantir o crédito adequado.

Tabela: Principais impactos da Reforma para o setor de alimentação
A tabela abaixo resume os efeitos mais relevantes da reforma tributária para restaurantes em 2026 para os empreendedores paulistas:
| Mudança prevista | O que significa na prática | Impacto para bares e restaurantes |
| Substituição de PIS/COFINS/ICMS/ISS por CBS e IBS | Sistema unificado | Menos complexidade, mas possível aumento de carga para parte do setor |
| Créditos amplos | Crédito sobre quase todas as compras | Redução do imposto a pagar para quem tem boa gestão de notas |
| Fim de benefícios estaduais | Regime uniforme | SP perde diferenciais, afetando competitividade de parte dos estabelecimentos |
| Cobrança no destino | Imposto vai para o local do consumo | Sem impacto direto no valor, mas altera dinâmica de fiscalização |
| Revisão de NCMs e categorias | Novo enquadramento de itens | Risco de erros fiscais se a classificação não for revisada |
| Necessidade de tecnologia fiscal | Sistemas mais robustos | Aumento de custo inicial, mas mais controle e segurança |
Como bares e restaurantes podem se preparar desde já
1. Revisar o regime tributário atual
Com a implantação da reforma tributária para restaurantes em 2026, vale reavaliar se o regime atual (Simples, Presumido ou Real) ainda será o mais vantajoso.
O novo modelo favorece empresas com:
- Alto volume de compras
- Muitos fornecedores
- Alto consumo de energia
- Estrutura robusta de operação
Restaurantes podem se beneficiar do crédito estendido, caso a estrutura seja bem organizada.
2. Atualizar sistemas e processos
PDV, ERP e emissão de notas precisarão estar alinhados à nova lógica fiscal. Sem isso, haverá risco de:
- Perda de créditos
- Notas rejeitadas
- Diferenças de alíquotas
- Inconsistências que podem gerar autuações
3. Revisar cadastros de produtos no cardápio
Cada ingrediente terá uma tributação associada. Um cardápio com itens incorretamente classificados compromete toda a apuração fiscal.
4. Mapear fornecedores e exigir documentação correta
A reforma premia quem tem a cadeia regularizada. Restaurantes que compram sem nota — algo comum no setor — perderão créditos e pagarão mais imposto no final.
5. Planejar a formação de preços
Muitos estabelecimentos em São Paulo já operam no limite.
Saber o impacto real da reforma tributária para restaurantes em 2026 é indispensável para ajustar preço sem comprometer competitividade.
Como a Reforma afeta bares e restaurantes do Simples Nacional
O Simples será mantido, mas com regras adaptadas. O governo já indicou que:
- Haverá compartilhamento de informações com CBS/IBS
- Parte da arrecadação será direcionada ao novo modelo
- Empresários poderão optar pelo modelo tradicional ou integrar parte do crédito ao IVA dual
Para restaurantes do Simples com alta despesa operacional, pode ser vantajoso migrar para o regime fora do Simples, dependendo da simulação tributária.
Vai ficar mais caro operar um restaurante em São Paulo?
Depende do tipo de negócio.
Segundo análises de consultorias tributárias, estudos preliminares e dados divulgados pelo Ministério da Fazenda e pelo Comitê de Reforma Tributária em novembro de 2024:
- Restaurantes populares e pequenos negócios tendem a manter carga estável
- Restaurantes com ticket médio mais alto podem ter leve aumento
- Estabelecimentos com bom controle fiscal podem reduzir carga com créditos
- Quem não tiver gestão organizada pode pagar mais imposto do que paga hoje
A chave será a organização fiscal.
A importância do planejamento profissional
A transição até 2033 será longa e cheia de adaptações. Contar com especialistas reduz riscos e ajuda a montar uma estratégia tributária eficiente — especialmente diante das regras do IVA dual, mudanças em benefícios, reclassificação de produtos e a rotina fiscal mais técnica.
Transforme a Reforma Tributária em vantagem competitiva com a BAK Contabilidade
A BAK Contabilidade está preparada para orientar bares e restaurantes em São Paulo em todas as etapas da reforma tributária para restaurantes em 2026, oferecendo:
- Planejamento fiscal completo
- Revisão e organização de cadastros
- Simulações tributárias para 2025 e 2026
- Análise de redução de impostos
- Implementação de sistemas e adequação ao novo modelo fiscal
- Suporte mensal especializado para o setor de alimentação
Acesse: https://bakcontabilidade.com.br/
Fale com especialistas e veja como sua empresa pode enfrentar a reforma com segurança, economia e competitividade.